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15 de fevereiro de 2014

4 de janeiro de 2014

Meia-Hora

Capa do jornal Meia-Hora do dia 3 de janeiro:


26 de outubro de 2013

Alemanha supera o Brasil no número de poles



Após a classificação para o GP da Índia de 2013, a Alemanha superou o Brasil no número de poles. Os germânicos têm agora 126 largadas na primeira posição, contra 125 dos brasileiros. O Reino Unido, com 217, continua com o recorde.

A primeira pole da Alemanha aconteceu no GP da Itália de 1961. Von Trips, autor da façanha, morreria no dia seguinte, durante a corrida. Os alemães ficariam 33 anos sem largar na posição de honra, até que Schumacher conseguisse o feito no GP de Mônaco de 1994. Nesse período de jejum germânico, o Brasil conseguiu 96 poles, mas a vantagem desapareceu graças a Schumacher e Vettel.

Confiram os números:

Alemanha:
- 126 poles
- Pilotos: Michael Schumacher (68), Sebastian Vettel (43), Ralf Schumacher (6), Nico Rosberg (4), Heinz-Harald Frentzen (2), Wolfgang Von Trips (1), Nick Heidfeld (1) e Nico Hulkenberg (1)
- Primeira Pole: Von Trips no GP da Alemanha de 1961
- Última Pole: Vettel no GP da Índia de 2013

Brasil:
- 125 poles
- Pilotos: Ayrton Senna (65), Nelson Piquet (24), Felipe Massa (15), Rubens Barrichello (14), Emerson Fittipaldi (6) e José Carlos Pace (1)
- Primeira Pole: Fittipaldi no GP de Mônaco de 1972
- Última Pole: Barrichello no GP do Brasil de 2009

27 de julho de 2013

Em defesa de Hungaroring

Muitos torcem o nariz para o GP da Hungria, dizendo que as corridas magiares costumam ser chatas. Podem até ser, mas quase sempre tem algo especial, seja um fato inusitado ou até um momento histórico. Duvidam?

1986: A histórica ultrapassagem de Piquet em Senna

1989: Mansell faz uma belíssima prova de recuperação após largar na 12 posição, com direto a outra inesquecível ultrapassagem em Senna

1990: Vitória de Thierry Boutsen, que ganhou apenas 3 corridas na F1

1992: Mansell conquista o título e a Brabham faz sua última corrida

1993: Primeira vitória de Damon Hill


1995: Taki Inoue conseguiu a proeza de ser atropelado pelo safety-car

1997: Hill lidera quase toda a prova com uma Arrows

1998: Uma das melhores corridas de Schumacher, que voou na pista

2001: Schumacher conquista o tetracampeonato


2003: Primeira vitória de Fernando Alonso

2004: Schumacher iguala o recorde de 7 vitórias consecutivas de Ascari

2006: Corrida confusa e primeira vitória de Jenson Button

2008: Primeira vitória de Kovalainen. Massa liderou quase toda a corrida, até ter problemas no motor quase no final

2009: Acidente de Massa na classificação

2010: Bela ultrapassagem de Barrichello em Schumacher

1 de julho de 2013

Bernie, Barrichello e os protestos

Durante o GP da Grã-Bretanha de 2013, Bernie Ecclestone pergunta a Rubens Barrichello sobre os protestos no Brasil:

Barrichello: "O que você tá comendo ?"

21 de janeiro de 2013

Entrevista de Barrichello em 2002




Transcrevo aqui trechos de uma entrevista de Rubens Barrichello, dada ao repórter  Matt Bishop em 2002 e publicada originalmente na revista F1-Racing de Julho de 2002 e publicada no Brasil na Racing nº 96.

Reparem como, na época, a postura de Barrichello era diferente em relação à Ferrari, Schumacher, Todt e até mesmo às ordens de equipe. Os destaques (em vermelho) são por minha conta.


Matt Bishop: Você gosta dele (Michael Schumacher)?
Rubens Barrichello: Claro. E nossa relação tem melhorado durante os anos. Inicialmente, estava sempre dizendo a mim mesmo: "Tenho de superá-o, tenho de superá-lo, tenho de superá-lo". E isto estava pioando as coisas. Mas está tudo tranquilo agora. Aceitei o meu lugar e conquistei este espaço.

(...)

MB: E quanto ao Jean Todt [chefe de equipe]? Como é o seu relacionamento com ele?
RB: Quando foi anunciado [em meados de 1999] que eu estava deixando a Stewart  para entrar na Ferrari, todos diziam: "Tenha cuidado com isso, tenha cuidado com aquilo, Schumacher isso, Schumacher aquilo." Mas a grande maioria dizia: "Todt isso, Todt aquilo." Então, quando cheguei em 2000, estava muito nervoso, muito receoso. Assustado, até. E, por consequencia, eu estava muito defensivo. Mas o problema era comigo, não com Jean. Eventualmente, conversávamos mais – e eu aprendia mais. E muito lentamente nos tornamos bons amigos. Ele tem uma relação de pai e filho com Michael, é claro, mas eu aceito isso.

MB: Isto não é tão incomum dentro das corridas, é? Você e Jackie [Stewart] tiveram um laço semelhante quando você estava na Stewart, por exemplo.
RB: Exatamente, e de certa forma, ainda mantemos. Você não escolhe estas coisas. Elas simplesmente acontecem. Michael só passou pela vida de Jean. Ele não pensou: “Vou adorar o Jean” ou “o Jean vai me adorar”. Aconteceu da mesma forma que aconteceu comigo e Jackie. A relação especial entre Jean e Michael não me faz sentir inseguro. É pessoal, mas isso não altera o profissionalismo deles dentro da Ferrari.

MB: Como você pode ter certeza?
RB: Bem, como você pode estar totalmente inseguro? As pessoas lendo isto dirão: “Rubens foi enganado” ou “Rubens está mentindo”. Mas lhe garanto que este não é o caso. Estou muito confiante. Sei onde piso. Tenho que combinar esta convicção e conhecimento com um senso de confiança. É sempre um mergulho no desconhecido, porque você nunca pode saber com certeza. Até mesmo com as esposa ou namorada, é sempre um ato de fé. Mas amo minha esposa e amo meu filho. Estou com um ótimo estado de espírito no momento e queria tirar vantagem de tudo isso. Eu  repito: Gosto do Jean como pessoa e acho que ele faz um ótimo trabalho para mim. Talvez todos os problemas na Áustria mudarão suas idéias [sobre a implementação de ordens na equipe], agora que Michael está muito à frente no campeonato, ou talvez não. Mas não penso nisso. Minha hora está chegando e acho que Jean reconhece isso.

MB: Ah! Áustria! Você já sabia que eu chegaria a esse assunto espinhoso a qualquer hora! Conte-me o que você achou de todas as coisas anti-Schumacher e anti-Todt que apareceram depois na imprensa.
RB: Para ser honesto, senti muito por eles, principalmente por Michael. Não estou certo de que era desejo seu que eu devesse deixá-lo ultrapassar. O conheço há aproximadamente três anos agora e sinto que ele não queria que isso acontecesse. Depois da corrida ele veio até mim e admitiu que a corrida havia sido minha. Ele disse: “Como você fez isso? Você foi fantástico hoje!” Ele sabia que era o meu dia e foi o meu dia. Senti muito por ele e pedi aos jornalistas que não o vaiassem [na coletiva depois da corrida]. Era muito rude.

MB: E quanto à reação dos fãs?
RB: Isso eu entendo melhor. É como Mike Tyson ganhando toda hora. O público deseja vê-lo derrotado. Não é nada pessoal. É uma reação normal. Todos se sentem assim. Então, quando os fãs viram que eu estava ganhando, eles se sentiam bem. Uma mudança para variar. E quando eles viram que não haveria uma mudança, apesar de tudo, eles se sentiram mal.

MB: Mas foi ruim principalmente para a Ferrari, não foi? A administração da Ferrari preferiria que você tivesse deixado Michael passar algumas voltas antes ou de um jeito menos óbvio?
RB: Acho que não. Conversamos pelo rádio por três voltas, muito calmamente. Não foi como o último GP da Áustria, que foi uma discussão. Este ano, lembre, acabei de assinar um novo contrato de dois anos. Não fiz discussão, nenhum argumento. Conquistei meu espaço.

MB: O que foi dito, exatamente:
RB: Eles me pediram para eu dar passagem. Eu disse: “É realmente isso que vocês querem que eu faça?” Eles disseram: “Sim, é”. Eu disse: “Vocês falaram com Michael sobre isto?” Eles disseram: “Sim, falamos.” Então eu disse: “Ok.” Foi isso.

MB: Disseram quando e onde fazer?
RB: Não.

(...)

MB: À sua frente estão outros 40 e tantos Grandes Prêmios como segundo piloto de Michael. Como um homem tão talentoso e tão ambicioso como você pode aceitar essa situação?
RB: Olhe, de uma certa forma não aceito isso. Mas é uma coisa interna. Somos uma equipe. Estamos em perfeita harmonia. E até agora Michael tem sido o piloto mais rápido. Ele chegou na Áustria com 44 pontos; eu tinha só seis. Eu não finjo que gostei deixá-lo ultrapassar – na realidade, sentiria pena de mim mesmo se o fizesse. Mas, como você disse, sou ambicioso. Sou muito ambicioso. Então, bem... as coisas mudam.

MB: Se, ano que vem, você estiver à frente de Michael no campeonato, você espera que ele receba ordens para dirigir em defesa de seu título?
RB: É claro. Nossos contratos estão escritos exatamente da mesma forma. Então, ele teria que me apoiar. Está em preto e branco. A pessoa que está atrás do campeonato tem de seguir ordens de equipe. É isto. E Michael fez isso no passado, não fez? [no GP da Malásia, em 1999, favorecendo seu companheiro de equipe Irvine].

MB: De alguma forma, acho que você foi de fato beneficiado pelos acontecimentos da Áustria.
RB: Sim. Acho que ganhei mais do que qualquer um. O que veio depois foi tão enorme, tão enorme, que todos me viram como um vencedor. De certo modo, ganhei mais do que se tivesse ganhado a corrida. Realmente, acho que isso é verdade. Sei que venci, afinal de contas. E então disse a mim mesmo: “Na próxima vez que vencer, Rubens, mostre três dedos no pódio, para mostrar que esta é sua terceira vitória em Grandes Prêmios.”

17 de dezembro de 2011

Adubando a vida

Estava navegando pela Net e encontrei uma entrevista reveladora dada por Rubens Barrichello.

Das duas, uma: ou ele não sabe o que significa a palavra "literalmente", ou...